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Rinite

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Rinite

Alergias, fique bem longe delas

A rinite alérgica, sinônimo de muitos espirros e nariz entupido, atinge entre 10 e 15 por cento da população, de bebês a pessoas idosas. Saiba como prevenir e tratar as alergias respiratórias e diga adeus, de preferência para sempre, aos seus incômodos sintomas.

Para ajudá-lo nesta tarefa, conte com a experiência do Grupo de Doenças Obstrutivas do Serviço de Pneumologia e do Núcleo de Assistência e Pesquisa em Asma (NAPA) do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

- Como definir um processo alérgico?
NAPA - Trata-se de uma resposta exagerada do organismo a substâncias encontradas no ar ou nos alimentos que, quando inaladas ou ingeridas, normalmente são inofensivas à maioria das pessoas. Quem não sofre de alergia inala poeira, por exemplo, e não apresenta nenhuma reação.

Já os alérgicos começam a espirrar, ficam com o nariz escorrendo e podem até sentir falta de ar. Em outras palavras: tornam-se muito sensíveis, o que não deixa de ser uma forma de defesa. A alergia é sempre desencadeada pelo contato com fatores provocadores, agentes conhecidos como alérgenos.

- Como são desencadeadas as alergias respiratórias?
NAPA - Quando a pessoa desenvolve algum tipo de alergia respiratória, o sistema imunológico fabrica uma grande quantidade de anticorpos chamados imunoglobulinas E (IgE). Essa imunoglobulina é o anticorpo da alergia a inúmeras substâncias, como pólen, poeira, ácaros e perfumes. Em geral, a hiperprodução de IgE é uma característica hereditária, transmitida de pais para filhos.

No Brasil, o principal agente alérgico são as proteínas do ácaro, aracnídeo microscópico facilmente achado na poeira de casa. Como se alimenta de descamações da pele humana, tem o pomposo nome científico de Dermatophagoides, sendo encontrado onde o homem vive (principalmente em colchões, travesseiros e tapetes). As proteínas desses aracnídeos, presentes nos fragmentos dos corpos dos ácaros mortos ou nas fezes dos vivos, se misturam à poeira ambiental. Quando o alérgico a inspira, acaba se sensibilizando.

- É esta sensibilização que leva à alergia?
NAPA - Sim. Numa primeira fase, quando o alérgico inala a poeira, o sistema imunológico é estimulado a superproduzir os anticorpos IgE. Eles possuem uma propriedade biológica interessante: se fixam aos mastócitos, que nada mais são do que um tipo de glóbulos brancos (leucócitos). Desse modo, os mastócitos ficam coroados por um batalhão de IgE.

Quando ocorre uma nova inalação de poeira, que contém as temidas proteínas de ácaro, a imunoglobulina IgE reage. O resultado? A liberação de uma série de substâncias que atuarão sobre a mucosa do nariz, provocando vasodilatação. A mucosa fica inflamada, bem inchada e, por isso, o nariz entope.
Ao mesmo tempo, estas substâncias estimulam as glândulas, as quais, por sua vez, produzem muco em excesso, fazendo com que a pessoa alérgica apresente coriza. Os elementos desprendidos do mastócito irritam, ainda, as terminações sensitivas do nariz, provocando espirros e muita coceira. Enfim, o alérgico espirra, fica com o nariz sempre entupido e escorrendo. Esse é o quadro da rinite.

- O pulmão também é atingido?
NAPA - A mesma poeira carregada de proteínas de ácaros pode chegar aos brônquios. Nestes canais respiratórios, também há mastócitos rodeados por imunoglobulinas E. Mas, no lugar das sessões de espirros, as substâncias liberadas pelos mastócitos provocam a contração da musculatura lisa da parede dos brônquios. Com este estreitamento, o calibre desses canais diminui e a pessoa tem dispnéia, isto é, episódios súbitos de falta de ar e de chiados no peito.

Além disso, as substâncias liberadas promovem inflamações, que aumentam a espessura dessa mucosa. O calibre dos brônquios se torna mais estreito, o que significa mais dificuldade respiratória. Ao mesmo tempo, as glândulas das mucosas brônquicas produzem uma considerável quantidade de muco. Assim se configura a asma.

- Quais são as principais substâncias liberadas pelos mastócitos que causam as alergias?
NAPA - A histamina é a mais conhecida. Esta substância funciona como mediadora das crises alérgicas. Por este motivo, os alérgicos são tratados com anti-histamínicos, medicamentos que, como o próprio nome já diz, competem com a histamina, neutralizando seus efeitos.

- Por que a mudança de tempo afeta tanto as pessoas alérgicas?
NAPA - Com as crises, o nariz e os brônquios dos alérgicos tornam-se hiper-reativos, ou seja, hipersensíveis. Sendo assim, qualquer fator externo (friagem, vento ou umidade) pode desencadear crises de asma e rinite. Outro motivo: a inalação de ar frio leva a um reflexo respiratório com tendência ao estreitamento das vias aéreas.

- É verdade que, no inverno, os casos de alergias respiratórias aumentam consideravelmente?
NAPA - Existe um período de alergia respiratória que vai de abril a outubro. No inverno, devido ao frio e às chuvas, as pessoas permanecem mais em casa, em contato com os ácaros. Também pegam dos armários casacos e cobertores cheios de poeira e mofo. Para piorar a situação, a casa é menos ventilada, o que propicia a multiplicação de ácaros.

Além disso, as baixas temperaturas e a grande umidade do ar, características da estação, também levam ao crescimento da população de ácaros. Então, a poeira domiciliar torna-se muito mais potente, ou seja, mais perigosa para o alérgico.



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