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Lúpus

O LÚPUS NÃO É INFECCIOSO, NEM CONTAGIOSO, NEM É UM TIPO DE CANCRO


O que causa o Lúpus disseminado ?


A causa do Lúpus é desconhecida.
Algumas teorias admitem que uma combinação de influências (tais como certos medicamentos, infecções e excesso de exposição ao sol) podem ser factores determinantes no aparecimento da doença. Verificou-se que, nas familias de doentes com Lúpus, há uma frequência maior do que é normal de Artrite Reumatoide.
Muitos dos familiares têm anticorpos no sangue, embora possam não ter qualquer sintoma da doença. Outras teorias focam um tipo especial de reacção alérgica. Um doente desenvolve anticorpos contra os seus próprios tecidos, como se fosse alérgico a si próprio.
Contudo a questão básica continua por responder: O que é que provoca que um doente produza estes anticorpos contra os seus próprios tecidos?
Determinar a causa desta doenca será passo importante na prevenção e cura da mesma.
Em menos de 10% de doentes com LED, a doença pode ter sido causada por um medicamento. É essencial que o seu médico saiba todos os medicamentos que está a tomar, incluindo vitaminas, remédios para as dores de cabeça, etc....


Sintoma e curso do Lúpus Disseminado


Os sintomas são variados e não há dois doentes que tenham os mesmos. Qualquer parte do organismo pode ser atingido e, assim, os sintomas podem ser vários e várias as combinações: febre, aumento de fadiga, queda do cabelo, úlceras orais, precordialgia persistente, rush cutâneo, dispneia, dores abdominais cefaléias persistentes ou recorrentes, paralisias, convulsões e alucinações. As dores articulares no LED não deixam sequelas como na Artrite Reumatoide.
Durante os períodos em que os sintomas da doença não se manifestam, diz-se que os doentes estão em "remissão". Por isso, os médicos usam o termo "remissão" ou "compensado" (de preferência a "cura") ao falar desses períodos em que os doentes estão livres de sintomas. Mas, tanto os médicos, como os doentes, devem permanecer atentos a uma recorrência dos sintomas, o que pode ser causado por alguns fatores tais como um aumento do stress, infecções respiratórias, excesso de exercício físico, etc...
Geralmente, são necessários medicamentos para tratar uma crise, embora algumas possam ter uma remissão expontânea.
Muitas vezes o prenúncio de uma crise pode ser afectada e esta tratada, antes do doente ter uma crise intensa.
O doente com LED pode ter períodos críticos, com queixas intensas, alternados com períodos leves e sem sintomas, a que se chama "Remissão". As crises vão e vêm tão imprevisivelmente, que não há dois casos iguais. Mesmo antes da descoberta da cortisona cerca de 40% dos doentes conseguiam remissão tomando apenas aspirina e fazendo repouso.
Algumas causas desencadeadoras de crise são a exposição excessiva ao sol, acidentes, trabalho em demasia, paragem da medicação com que o doente tem estado a controlar a doença, hábitos irregulares de vida e causas emocionais. Nunca nos podemos esquecer que a paragem súbita de medicamentação, particularmente de doses grandes de derivados de cortisona, podem levar a uma crise da doença por vezes fatal.


Diagnóstico do Lúpus Disseminado


No Lúpus Discóide a irritação da pele é tão típica, que um médico experimentado pode fazer o diagnóstico pela história e o aspecto do rush cutâneo facial. Em caso de dúvida, faz-se uma biópsia da pele. É essencial que cada doente com Lúpus Discoide tenha um exame físico completo, incluindo testes laboratoriais, para verificar a possibilidade de um LED.
O diagnóstico do LED por vezes é difícil. Implica meses de observação e vários exames laboratoriais. Devido aos diferentes sintomas, muitos doentes pensam ter outra doença, antes de ser feito o diagnóstico correto. Freqüentemente o Led começa como doença reumática mais comum - a Artrite Reumatoide - com tumefacção de algumas ou muitas articulações de mãos, pés, joelhos, ou punhos. Se houver lesões típicas da pele, tornar-se-á mais fácil o diagnóstico. Outros sintomas como fadiga, pleurisia ou doença renal, são mais típicos do LED. Para além de uma história clínica completa e do exame físico, são necessários outros exames. É de rotina uma análise e de urina, muitas vezes um teste de funcionamento do rim usando toda a urina de 24 horas, uma radiografia aos pulmões e um ecocardiograma.
Para confirmar o diagnóstico, os testes específicos dos exames de sangue para o LED são a determinação dos anticorpos anti-nucleares (ANA) e do complemento sérico (uma proteína que está diminuída durante as fases ativas das doenças auto-imunes). Há outras análises de investigação que também se devem fazer.
Em 10% dos doentes, estes testes podem não revelar alterações, apesar de outras evidências conclusivas do LED. Os testes de rotina são repetidos a intervalos regulares. Assim, sabe-se se o doente está em remissão ou se está a entrar em crise. Se os resultados sugerirem uma alteração, um tratamento precoce pode evitar uma crise intensa. Nem todos os doentes com LED ativo têm, ao princípio, testes de células LE positivos. Contudo, se o teste for repetido durante um período de vários meses, tornar-se-á positivo na maior parte dos doentes. Em 10% de doentes com Artrite Reumatoide aparecem células LE mas sem outros sinais de LED. Nove em dez doentes de LED têm testes positivos ANA durante as fazes ativas da doença. Nenhum teste isolado, quer seja positivo ou negativo, é diagnóstico.
A investigação médica tem progredido nestas últimas décadas e, por isso tenho esperança que, num futuro




LÚPUS ERITEMATOSO DISCÓIDE

O LÚPUS ERITEMATOSO DISCÓIDE Apresenta um tipo particular de lesões na pele: erupções com escamas, principalmente nas zonas mais expostas a luz. Estes doentes sentem, por vezes, dores nas articulações e fadiga.