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D.S.T.

DOENÇAS SEXUALMENTES TRANSMISSIVEIS

Estetoscópio

Existem várias doenças transmitidas sexualmente. Elas podem ser causadas por vírus, por bacterias, por fungos e outros tipos de germes como a Chlamydia (que é um tipo diferente de bacteria), o Treponema pallidum (que é uma espiroqueta) e o Trichomonas vaginalis ( que é um protozoário). Também podem ser enquadrados nesse grupo as doenças causadas por insetos, como a Escabiose e a Pediculose Púbica.

As doenças transmitidas por sexo se tornaram um problema de saúde muito grande, devido à alta incidencia de casos, além do aparecimento da AIDS, que ainda tem crescido bastante, e continua sem ter um tratamento específico.

A AIDS é, sem dúvida, a doença transmitida pelo sexo mais importante, por isso está sendo citada num artigo exclusivo. Citaremos aqui as doenças mais comuns. A grande importância desse artigo é de que todas essas doenças são facilmente evitadas, mantendo-se uma vida sexual saudável, utilizando-se de preservativos nos casos duvidosos e, mais importante ainda, mantendo um único parceiro(a).


GONORRÉIA

Essa doença é causada por uma bacteria, a Neisseria Gonorrhoeae, sendo uma das doenças transmitidas pelo sexo mais frequentes. Na mulher, a bactéria pode causar uma cervicite (inflamação do colo do útero), uretrite (inflamação da uretra), inflamação pélvica e faringite aguda. No homem, pode causar uma uretrite, prostatite (inflamação da próstata) e epididimite ( inflamação do epidídimo).

Se a doença não for tratada, pode haver comprometimento das juntas, provocando uma artrite gonocócica, tanto na mulher quanto no homem. Se a mulher tem gonorréia e não se trata ao dar à luz, o gonococo pode acometer os olhos da criança, dando uma conjuntivite gonocócica. Pode haver também a gonorréia anal, tanto em mulheres como em homens homossexuais.

Em geral, a gonorréia atinge mais os jovens, da faixa etária dos 15 a 29 anos. Um simples contato sexual já é suficiente para transmitir a doença. Quando mais jovem for a pessoa, ou se tiver muitos parceiros e se a pessoa não usar proteção durante a relação, mais chance ela tem de se contaminar.

Os sintomas aparecem de 3 a 5 dias após o contato. Nas mulheres, a época mais vulnerável para se adquirir a doença é no período logo após o término da menstruação. Começa a aparecer um corrimento purulento pela vagina, devido à inflamação do colo do útero. Pode dar dor na região pélvica, falta de apetite e mesmo febre, característicos da inflamação pelvica aguda. Muitas vezes, as mulheres não apresentam sintomas, facilitando a propagação da doença.

No homem, normalmente há dor para urinar, bem como saída de um líquido purulento, o que indica uma inflamação na uretra. Nos casos de gonorréia anal, nem sempre aparecem os sintomas, mas quando presentes, causam um corrimento purulento ou sanguinolento através do ânus. Para se fazer o diagnóstico de certeza, deve-se colher esse líquido purulento e examinar ao microscópio, para se encontrar a bacteria. Também pode ser feita a cultura da secreção, para deixar crescer a bactéria e depois analisar ao microscopio. Existe um exame sorológico para se detectar os antígenos gonocócicos. O tratamento é feito com antibióticos, em geral por sete dias. É importante que se trate também os parceiros.


INFECÇÃO POR CLAMÍDIA

Essa é a doença sexualmente transmitida mais comum e, muitas vezes, passa sem ser diagnosticada, pois nem sempre as pessoas apresentam sintomas, principalmente as mulheres. é muito comum ela estar associada com a gonorréia, o que torna o tratamento mais difícil. A doença é causada por um tipo diferente de bactéria, chamada Chlamydia Trachomatis. Esse germe provoca uma inflamação na uretra tanto do homem como da mulher, pode dar cervicite e inflamação pélvica aguda. Devido à inflamação que provoca, a pessoa passa a eliminar pus pela uretra.

No homem, a saída de pus é mais evidente do que para a mulher. O que chama atenção para o diagnóstico é que, apesar do pus e da dor para urinar, a cultura da urina se revela negativa. Na mulher também pode haver uma inflamação do colo do útero, com saída de secreção mucopurulenta cervical. Quando o germe atinge partes mais internas do órgão feminino, provoca a inflamação pélvica aguda, semelhante àquela da gonorréia, porém os sintomas de dor pélvica e febre são bem mais amenos e a pessoa tende a ficar com a doença por mais tempo, por não ser reconhecida. Mulheres que usam D.I.U. tem maior propensão a desenvolver essas doença.

O diagnóstico é feito por imunoflorescência direta do material colhido das secreções. O tratamento é feito com antibióticos durante 7 a 10 dias.

HERPES GENITAL

Essa doença é causada por um vírus, o Herpes simplex virus-2, que acomete principalmente os genitais. O vírus em geral fica habitando os gânglios da região pélvica, em estado latente, e, por uma razão qualquer começa a provocar os sintomas da doença. Por isso, o herpes é uma doença que vai e vem, com ataques de recorrência e épocas de melhora.

Se a mulher tem herpes genital, pode passar para o feto durante o parto, causando uma meningite fatal na criança. Para se evitar esse problema, é melhor que a mãe tenha a criança via cesariana, assim a criança não entra em contato com as lesões de herpes.

As pessoas adquirem a doença através do contato sexual, sendo que os sintomas começam a surgir de 3 a 7 dias após a exposição. No início, a pessoa sente uma coceira no local e aparece uma área avermelhada. Depois, começam a surgir pequenas bolhas bastante dolorosas, juntas uma das outras. Essas bolhas podem durar de 2 a 3 semanas. Além disso, a pessoa pode apresentar intensa dor para urinar ou mesmo eliminação de corrimento vaginal, dores musculares generalizadas, febre e gânglios inguinais dolorosos.

Algumas situações favorecem o aparecimento do herpes, como situações de stress e diminuição da defesa imunológica do organismo, como naqueles com AIDS, ou mesmo pacientes que sofreram transplante. A melhor maneira de se confirmar o diagnóstico é através da cultura do vírus colhido das feridas. Também pode ser feito exame microscópico das lesões e identificar as alterações celulares provocadas pelo vírus.

O tratamento é feito com drogas anti-virus, como o acyclovir, que pode ser usado topicamente ou por via oral.



SIFILIS

Essa doença é causada por um germe chamado Treponema Pallidum. Pode ser transmitida através do ato sexual ou da mãe para o filho durante a gravidez. Na fase inicial da doença, também chamada fase primária, aparece uma ferida indolor, ulcerada, com bordas duras (cancro duro), na parte externa do genital.

Na mulher pode aparecer feridas dentro da vagina e no colo do útero. Essa ferida dura de 2 a 6 semanas. Se essa fase não for tratada, a pessoa começa a desenvolver a fase secundária, que aparece de 6 semanas a 6 meses após a primeira ferida. Durante a fase secundária, a pessoa apresenta feridas na pele e mucosas do corpo, atingindo até mesmo a palma das mãos e planta dos pés. Pode formar uma ferida característica chamada condiloma latum e causar inchaço dos gânglios do corpo todo. Essa fase dura de 2 a 6 semanas.

Se a pessoa não se tratar, acaba entrando na fase terciária da doença, que é muito mais grave pois pode acometer o coração e as artérias, causando aneurisma de aorta e insuficiência aórtica, além de lesões na espinha (causando o Tabes dorsalis) , atrofia do nervo do olho e meningite sifilítica.

O diagnóstico é feito examinando-se as secreções das feridas no microscópio ( microscopia em campo-escuro), onde pode-se ver as espiroquetas. Os exames sorológicos são positivos somente naqueles indivíduos que tenham passado a fase primária.

Para aqueles que estão iniciando a doença ainda não dá tempo de formarem anticorpos para serem detectados pelo exame. O tratamento é feito com antibiótico, em geral Penicilina.


CANCRO MOLE

Esse é um outro tipo de doença transmitida pelo sexo, que provoca feridas nos genitais. é causada por uma bactéria chamada H.ducreyi. Em geral acomete pacientes jovens, distribuidos por todo o mundo. Os sintomas aparecem de 3 a 5 dias após o contato sexual. As feridas são múltiplas, como úlceras bem superficiais, com um aspecto "sujo", e de bordas irregulares. As lesões são moles e dolorosas, acompanhadas de uma inflamação dos gânglios da virilha, muitas vezes supurados.

A melhor forma de se detectar a doença é colhendo a secreção que fica na ferida e examiná-la ao microscópio para reconhecer a bactéria. O tratamento é feito com antibióticos, em geral por 10 dias.



CONDILOMA ACUMINADO

Essa é mais uma doença causada por vírus, o Humam Papilomma Virus (HPV). Ele provoca várias lesões nos genitais tanto do homem como da mulher. Ele não só pode ser transmitido através do ato sexual, como durante o nascimento da criança, através da contaminacão do canal do parto, causando doenças repiratórias graves na criança. Após um contato sexual suspeito, a pessoa passa por um periodo de 6 semanas a 18 meses até que apareçam as primeiras lesões.

Muitas vezes as lesões são inaparentes e a pessoa fica transmitindo o vírus para todos os parceiros(as). As lesões são como verrugas, distribuidas pela região genital e anal. Muitas vezes as lesões são localizadas no colo do útero, só sendo detectadas ao exame Papanicolau, em que é colhida uma amostra de células da região do colo do útero e da colposcopia, que é um exame feito através de lentes que ampliam o tecido que cobre o colo do útero, mostrando todas as alterações que não poderiam ser vistas à olho nú. Essa condição facilita o desenvolvimento de câncer dessa região.

A melhor maneira de se fazer o diagnóstico é vendo as lesões na região genital ou anal. Para se ter certeza do diagnóstico, pode-se fazer uma biópsia e olhar ao microscópio. O tratamento é feito destruindo-se as verrugas com uma substância química. Também pode ser feita a cauterização da ferida com criocautério ou eletrocautério. Outra técnica é a vaporização a laser. Existe um creme à base de 5- fluoraciol e do Interferon que são drogas que matam os vírus.

O melhor remédio, ainda é prevenir.

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